A luta continua
Hibernar por quatro anos?
Gerar uma ONG para o empoderamento eleitoral das populações ribeirinhas do baixo Bragueto, um ação de empreendedorismo social que, graças ao financiamento da social-democracia austríaca e da democracia-cristã paquistanesa, nos garantirá um lugar ao sol do Terceiro Setor, com todos os benefícios daí advindos (a consciência tranqüila, a certeza de fazer o Bem, o coração leve, um carro do ano, convites para congressos em resorts internacionais e muitas garrafas de uísque 12 anos)?
Vender nossa expertise para um escritório de consultoria qualquer e ajudar a fazer de Roberto Requião nosso próximo presidente?
Creio que não. Nosso caminho, agora, é aprofundar a meta-genealogia críptica do poder, sem negar o núcleo sistêmico sublimado do capital monopolista edipiano, compreendendo o enlace em rede da energia libidinal pós-materialista com a maiêutica da narrativa paradigmática e desconstruindo a opressão simbólica da alteridade globalizada, que a hexis cibernética impôs - em suma, uma pós-crítica radical da episteme estruturante, e tudo isso ao revés.
E, como diria aquele sábio, nosso inspirador: "That's all, folks!"
